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12/08/2016
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O Pequeno Príncipe e sua revolução psicológica

Baseado na obra de Saint Exupéry, o livro faz uma análise da história do pequeno príncipe e o modo de vida que leva e veio pregar.

O autor ressalta, durante todo o texto os erros e ações das “pessoas grandes”; que são “sérias” e “razoáveis”.

Aborda fortemente a questão dos valores humanos, exemplificando-os com passagens vividas pelo morador do asteróide B-612. Nesse asteróide vive com ele uma rosa que cultiva com amor.

O menino não compreende e até acha graça na mecanicidade e na razão numérica com que os homens agem e pensam. Não concorda e contesta os conceitos de “normalidade” e de “certo e errado” pregados pela sociedade, os quais limitam os sentimentos e impedem uma comunicação real com o “outro”.

É muito difícil para o “homem grande” aceitar o “outro”. Aceitar as diferenças e ver isso como algo bom. As pessoas temem sair do “seu mundo” pois alienadamente sentem-se seguros no seu campo de dominância e conhecimento. Medem, calculam, definem, observam ouniverso mas não o sentem. Conhecem outras pessoas, mas não se permitem senti-las. Sendo assim, todo julgamento e crítica direcionado ao outro é incompleta e injusta, pois o homem não se dispôs a conhecer e sentir realmente a razão e os motivos do outro, mas apenas observa as ações fora das convenções.

O pequeno príncipe semeou sua primeira semente no deserto. Lá encontrou
terra fértil no coração do viajante. Ao abrir-se para ser sentido a partir de suas palavras, o menino recuperou no viajante a capacidade de se importar com o outro e senti-lo.

Uma das definições polêmicas do personagem é a questão da utilidade.
Para ele ser útil é ser belo. Ser belo não como vaidade, mas da valorização do encantamento com a vida e com o “outro”.

Em sua viagem interplanetária encontrou consciências atrofiadas. Na terra, os homens viviam em suas órbitas individuais, onde criaram seu próprio sistema de auto-suficiência psicológica e emotiva, esquecendo e excluindo valores e sentimentos essências. Vivem na impressão equivocada, pois dessa forma o homem não se revela por inteiro, na essência.

O ser humano “grande” precisa resgatar a sabedoria da criança, a espiritualidade e espontaneidade que trouxe do universo ao nascer e deixou atrofiar para se tornar “sério” e “razoável”.

Talvez as pessoas “grandes” não entendam a grande mensagem do Pequeno Príncipe pois não abriram o coração para sentir e subestimam a simplicidade do essencial.

“O essencial é invisível aos olhos”.

Resenha do livro: – ‘O Pequeno Príncipe e sua revolução psicológica’, de Edgardo Rodolfo Sosa