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27/06/2016
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Crenças nocivas

“Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”, Henry Ford.

Em algum nível, sempre teremos crenças. Afinal, elas sustentam diretrizes de pensamento e o próprio entendimento da realidade. Nossa cultura é um conjunto de crenças e a sociedade se organiza a partir delas, enquanto os indivíduos comportam-se seguindo a bússola das suas crenças pessoais. É importante deixar claro que crença é qualquer verdade que eu confio, qualquer ponto de vista que assumo como verdade.

Então, os ideais, as filosofias, as medicinas, as religiões, ou seja, todo o conjunto de criações humanas é manifestado a partir de crenças.

Por exemplo: dizer que o DNA influencia na minha saúde é uma crença – Altamente verificável, com muito sentido para um grande número de pessoas e mensurável pela ciência. Então, acreditamos nesta afirmação. E isso passa a ser culturalmente uma verdade (culturalmente, eu digo, porque as verdades são parciais). Muitos mestres e líderes espirituais conseguem de certa forma “burlar” estas “verdades”, estas crenças estabilizadas. E quando isso acontece, fala-se do poder da fé – que, entre outras interpretações, é quando resolvemos assumir uma crença, mesmo sem ter argumentos para ela. Eu resolvo acreditar que algo é possível, mesmo que para os céticos esta mesa coisa pareça estar distante do aceitável. A própria ciência é uma usina de reciclagem de crenças, com as verdades novas substituindo as antigas e por aí vai.

É interessante dizer que a energia segue a intenção de cada um. Por esse motivo, atente para o direcionamento das suas crenças, para onde deposita sua energia, pois o que fortalecemos, fortalecido será. E é aí que entram os perigos das crenças limitantes, as quais todos nós temos, isso é mais que natural. Mas quando alguma delas começa a atrapalhar individual ou coletivamente, pode gerar sofrimento. É quando o racismo fortalece a crença de que uma raça é melhor que a outra, ou quando se acredita que uma pessoa nunca poderá ganhar dinheiro se não tiver terminado a escola ou a faculdade. Mesmo que sintamos o sofrimento a partir de alguma situação (sinal de que há desarmonia interna ou externa), muitas vezes não conseguimos mudar com facilidade nosso comportamento. Afinal, por trás de um comportamento que se repete, sempre existe uma crença limitante enraizada.

Conscientemente queremos mudar o resultado das nossas ações e comportamentos ou aliviar nossa pressão emocional ou crítica. Até tentamos fazer isso com vontade, mas sentimos dificuldades. É aí que agem as crenças limitantes. Elas conversam com nossas “sombras”, que são materiais psíquicos mal resolvidos que atuam nas nossas escolhas e formas de ver o mundo. Assim como nossa “sombra”, as tais crenças limitantes, por assumirem o posto de verdade, podem limitar nossas possibilidades de realização…

(continua)

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